É hora de entrar em contato com as coisas que nós costumamos sonhar...
Eu vou tomar um trem em technicolor...
Pela janela, as coisas boas da Terra passarão, movendo-se lentamente ...

domingo, 12 de setembro de 2010

Socialização da Arte de Rua

co-escrito por Caroline da Costa Marques

Profissionais da arte introduzem crianças em projetos sociais, desenvolvendo a idéia de transformar pichadores em street artists.


Apesar do Grafitti ter já referências na Roma antiga, o termo contemporâneo designa a inscrição de mensagens clandestinas, sobretudo nas paredes e no mobiliário urbano, que podem ir de simples monogramas de uma cor até composições mais elaboradas de diferentes matizes.

O grafite é um meio de socialização de crianças de rua com a arte porque, estas crianças já estão costumadas a ver em favelas, em ônibus, em muros e praças, a ‘pixação’ de nomes de gangues, pessoas, protestos políticos e sociais, mas o grafite pode usar os mesmos materiais que a pixação, só que tem algo a mais, grafite também é arte.

ONGs e artistas plásticos se dispuseram a tomar um pouco do tempo em que essas crianças passam na rua e as trouxeram para dentro de projetos sociais que dão um significado aos muros pintados, e trazem mais uma esperança a essas crianças de ter um futuro em que a arte possa trazer algum meio de sustento. ‘Odeio as almas estreitas, sem bálsamo e sem veneno, feitas sem nada de bondade e sem nada de maldade.’A frase do filósofo alemão Friedrich Nietzsche(1844-1900), grafitada na parede da Galeria Central em São Paulo, é um caminho para começar a entender o que acontece dentro desse galpão que fica na divisa de Higienópolis e Santa Cecília, o artista plástico Danilo Blanco e o designer Fernando Zelman oferecem oficinas de marchetaria para crianças carentes há dez anos, com objetivo de gerar trabalho e renda, sonham em fazer o mesmo com o grafite.

Há algum tempo o grafite vem sendo valorizado na sociedade, porque este tipo de arte foi tão marginalizada pela mídia que esconderam de nossos olhos o quão bonito pode ser este trabalho. O grafite é também muito ligado aos movimentos de hip-hop com uma função diferente esses movimentos geralmente escrevem seus nomes em paredes para divulgar seu trabalho, marcar sua existência ou somente para fazer oficinas em geral, o mais importante no grafite é a expressão.

Nesse sentido é uma arte que humaniza o espaço urbano, dando cor e beleza aos muros da cidade. Grafite é também um fator de inclusão social.

Por isso, a Ação Educativa esta impulsionando o Projeto de lei que pede a criação de um dia do Grafiteiro para a cidade de São Paulo. A data deve ser comemorada todos os dias 27 de março, data do falecimento em 1987, de Alex Valluari, pioneiro do grafite no Brasil

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