Etnocentrismo é a concepção de vida e de mundo, que obtemos através da nossa cultura e das nossas vivências, centralizando o conhecimento adquirido para avaliar os demais, a partir dos nossos valores.
A centralização do Etnocentrismo pode ser vista como uma maneira de querermos saber as razões pelas quais tantos pensamentos distorcem a imagem daqueles que são diferentes de nós.
A diferença criada devido ao choque cultural, separa a sociedade em dois grupos, o Grupo do Eu e o Grupo do Outro. O Grupo do Eu, o “nosso” grupo, é aquele q tem hábitos, crenças, problemas parecidos, e que em virtude disso acredita ter a razão sobre todas as coisas. O Grupo do Outro, acaba como sendo o errado, o absurdo, o anormal.
Inevitável e infelizmente, nossa visão sobre os demais grupos tende muitas vezes a ser etnocêntrica, pois rotulamos e estereotipamos as pessoas, pelo que elas parecem ser e, baseamo–nos nessas imagens para administrar o confronto com a diferença, transformando-a em um “falso juízo” de valores, que pode se transformar em preconceito.
O contraponto ao Etnocentrismo, é a relativização, que ao contrário da rotulação, visa compreender os valores e as visões do “outro”, é não transformar a diferença em graus de superioridade, mas sim dimensiona-la como riqueza justamente por ser diferença.
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