É hora de entrar em contato com as coisas que nós costumamos sonhar...
Eu vou tomar um trem em technicolor...
Pela janela, as coisas boas da Terra passarão, movendo-se lentamente ...
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
domingo, 7 de novembro de 2010
lembrando

veio me ver... ficou dois minutos...
...quando ia dobrar a esquina eu disse: tchau zuza!
ele acenou e gritou: SE TE ESCONDO A VERDADE BABY É PRA TE PROTEGER DA SOLIDÃO!!!
sentei na calçada tremendo de frio....
estranho, mas não consegui refletir...
se eu faço parte do show dele, ele também faz parte do meu.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Fico Puto
Voltando a falar de arquitetura:
Como ser imparcial à um contexto que denigre a imagem de algo tão belo e profundo quanto a arquitetura?
se pararmos para pensar, no momento em que compactuamos com o crescimento desregrado de formas padrão estamos sendo ingênuamente iludidos por um sistema que permite que você cresça de uma maneira na qual você acredita que está sendo o mais único de um todo... e é justamente isso que acaba não fazendo sentido. Olhando a nossa volta, facil e obviamente percebemos nosso entorno, porque mesmo que você não saiba nada de nada, uma imagem você consegue ter: aquela que te dizem que é. (e você acredita... e o pior, sai por aí repassando)
A minha fraca batalha é pela venustas (ja foi título de um post)...
O grito fica preso, o choro por vezes engasgado...
A tolerancia fica maltratando enquanto os 'bon vivant' curtem suas villas!!!!!
ISSO NÃO EXISTE MAIS! ACEEEITEM!
no fim resta questionar.
Se o arquiteto trabalha no campo denominado arte, como denominar arquitetura?
As bases são as mesmas e os mesmos são impasses, posto que desfrutamos de obras criadas por nós, comparando arquitetura sendo o que ela é, com arquitetura sendo o que se faz passar por ela, podemos ter parâmetros para questionar?
As coisas intrínsecas que devastam os paralelos que pode-se chamar de trança são supérfluas a quem desinteressar possa? Arquitetura como arte? Arte como arquitetura? Eu como arte? Arte me come? Arquitetura come? Como assim? Assim como seria?
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
O que nós criamos.

Eu não quero parecer ridículo.
Mesmo sendo.
Eu não quero ser apelativo.
Mesmo comparecendo.
Eu preferia estar ocupado.
Ainda assim sustento o ócio.
Deveria te falar realmente.
No entanto 'platonizo'.
Daria alguma certeza.
Mas nem tudo tem explicação.
Gostaria de respirar a tua respiração.
O ar no teu entorno não me alimenta mais...
Me transtorna.
Me anima.
Me atiça.
A falta não compensa.
Direcionar-te-ia minhas palavras, se conseguisse retirá-las do meu pensamento.
Resumiria-me em ti se verdade fosse.
Devolver-te-ia meu coração se de volta não o tivesse tomado.
Falar-te-ei por vias apresentáveis, aquilo que a ti possa servir.
Formalmente em meios gramaticais apenas invento. Não os sei.
Português não nos vale se o coração não expressa.
A linguagem do corpo é fundamental quando conseguimos compreendê-la.
Idas e vindas ficam nas esquetes da vida.
Se é mais uma ida, se é mais uma vinda..........
Por quê?
Não me basta subescrever?
Subliminarmente falar?
Não mais consigo lhe dizer.... as bases tendem a tremer......
[avoltaviratudoquedesvirarsepossamesmoquandoquerodesquerodesgrudosedecidomedesviromesustentoabroabocaparaquepinguesnelaagotadovenenoutópicoquenósmesmoscriamos]
Tayleran Vigânigo Brandão
Amor de padrinho
Estes olhos que me encantam...
O amor tem faces que surpreendem...
esta foi uma que eu descobri...
No princípio meio sem jeito,
depois de alguns ajustes, ja era protetor.
promessa não se faz ao léo
compromisso se assume.
te amparar.
te proteger.
te guardar.
te defender.
te repreender.
te admirar.
te cuidar.
te honrar.
te amar.
de todas as minhas jóias a mais nova é a mais bonita.
de todos os meus amores, o mais novo é o mais doce.
Manuela.
força de guerreira.
presença elemental.
O mundo te espera enquanto te preparamos para ele.
Baila Rubro - Tayleran Vigânigo Brandão
vago cheio de preceitos
quero desquero mas quero tanto
fazer o falar mas falar o querer
tenho
tudo aquilo que mantenho
no entanto desquardo
a medida que quero
,amor
dolorido amar dolorido não amar
vermelho
como cantar
como decidir
, volta
devolve meu ouro
imensidão perdida
mas cadê?
descendo subindo descendo
as cores brilham
intuito vocÊ
estrelas que piscam
ritmo seus olhos
abre
fecha
e o futuro?
olha meu filho
mãos amarradas
boca minha aperta nó
respiração presa
coração sangra.
todavia des-sangra
desguarda de novo
induzir o inevitavel
destranca
canta.
volta.
canta
pinta
rubro
encarnado
vermelho
doce sangue
volta
revira-volta
reviravolta
volta revira
volta
volta
canta.
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Teoria dos Cadarços

Como diria Mahatma Gandhi..."Se eu pudesse deixar algum presente à você... deixaria aceso o sentimento de amar a vida dos seres humanos"...
Essa semana tive mais uma grande lição, que acentua ainda mais a minha reforma de pensamento em relação às pessoas.
Acreditem se quiserem, veio de um tope de all star...
estava eu ensinando ao filho de uma amiga minha como se amarra um cadarço... para crianças naturalmente é comum que se faça a alusão às orelhinhas de coelho... faz uma depois outra e depois entrelaça as duas... eis que por sua vez ela comenta: 'ainda hoje vi você amarrando seus calçados...como é estranho... [entra aqui, passa ali, entrelaça acolá (posto que era a idéia tola que eu tinha de que era comum que qualquer um faria da mesma forma)].
certo meu povo! eu faço um nó incrivelmente estranho....
essa situação me deixou refletindo... até nisso as pessoas são diferentes.... e cada uma é segura na sua maneira de fazer... e por que julgar modos tão diversos de ser?
(É claro que mantenho minha posição ímpar e quase intolerante com certos casos)
em resumo... amarrei um pé de cada jeito [que não eram os meus] e fui correr em volta da quadra. Pés firmes. Corri em uma velocidade segura e com solas que pareciam não ser minhas, mas que ao mesmo tempo me permitiam testar experiências diferentes. Aí mora a delícia de conhecer, experimentar, e ainda que inseguro do que possa vir a ser, colocar os pés firmes no chão e poder ver que da maneira que escolhemos estabilizar nossos pés, criamos uma nova visão de como as coisas podem ser, ou não.
Os pés estando firmes, permitem que a mente viaje, que ela busque novas idéias e que nesse embalo, possa fundamentar e justificar o que quer que seja, mesmo que tal fundamento seja unicamente seu.
Temos a nossa biblioteca mental, somos criadores e cientistas da nossa escola.
Uma tira de pano me fez pensar em algo que mesmo óbvio talvez tenha tomado um outro rumo, dentro de um ritmo diferente... o ritmo dos meus passos.
busco estar firme neles... mesmo quando caio.
[faz 3 dias qua amarro um sapato de cada jeito, vamos experimentar para ver como é a sensação]
passear em terrenos desconhecidos, as vezes pode ser bom.
domingo, 12 de setembro de 2010
Perfil dos estudantes de Arquitetura



1. ...o alarme do relógio te diz a hora de ir dormir;
2. ...você comemora o ESPAÇO e observa seu ANIVERSÁRIO;
3. ...você pensa que é e como é possível criar um ESPAÇO;
4. ... café e coca cola não são guloseimas, mas ferramentas de trabalho;
5. ...você fica surpreso quando vê um novo prédio construído na sua faculdade;
6. ...você dormiu mais que 20 horas sem parar num mesmo fim de semana;
7. ...você dorme em pé em qualquer lugar;
8. ...você conversa e briga com objetos inanimados;
9. ...você ouviu a todos os seus CDs em menos de 48 horas;
10. ...você não é visto em público;
11. ...você descobre os benefícios de ter cabelo curto, ou quase nada de cabelo;
12. ...você usou um cartão inteiro para fotografar uma calçada;
13. ...você carrega consigo seu desodorante;
14. ...você recicla todo o seu lixo fazendo maquetes com ele;
15. ...quando você tenta se comunicar você acaba apenas reclamando e esquecendo o que iria dizer
16. ...você toma café da manhã, almoça e janta em uma mesma refeição;
17. ...você vê os feriados apenas como mais uns dias para colocar seu sono ou trabalhos em dia;
18. ...você tem mais fotografias de prédios do que de pessoas;
19. ...você escova os dentes na faculdade;
20. ...você percebe que curvas francesas não são tão legais assim;
21. ...você pode viver sem contato humano, sem comida ou sem luz do dia, mas se você não consegue plotar é um CAOS!!
22. ...quando alguém te mostra fotos de viagens você pergunta qual é a escala humana;
23 ...você sabe mexer no AUTOCAD, PHOTOSHOP, ARQUI3D, mas não sabe mexer no EXCEL;
24. ...você se refere a grandes arquitetos (vivos ou mortos) pelos seus primeiros nomes ( Mies, Frank, Norman, Richard,) como se vocês fossem íntimos;
25. ...você compra revistas de 50 reais que você nem tem tempo de ler;
26. ...seus pais acham que você é estupidamente vagal por
você sempre ter que passar noites em claro para entregar um trabalho;
27. ...briga quando dizem que "todo arquiteto é viado e toda arquiteta é patricinha";
28. ...briga quando dizem "pra que arquitetos se já existem os engenheiros?";
29. ...briga quando o professor não entende o que você quis fazer no projeto;
30. ...quando vai dormir precisa tirar de cima da cama todos os esquadros, escalímetros, papéis, madeira balsa, isopor, colas, revistas, canetinhas, durex, etc.
31. ...seus amigos vão em uma festa e você não pode ir porque tem coisas a fazer;
32. ...você ouve de algum parente ou amigo: "quebra esse galho aí, é só um desenho...";
33. ...seus amigos sentem falta de você por perto porque você sempre tem coisas a fazer;
34. ...você amassa seus papéis manteiga, joga longe e grita. Depois de passada a crise, você levanta, cata os papéis, alisa bem e volta a trabalhar neles;
35. ...Você não tem mais vergonha de babar durante as aulas,especialmente nas de Sistemas Estruturais;
36. ... Você se sente ofendido quando alguém te oferece uma caneta bic;
36. ... Você leva seu namorado(a) em uma construção;
37. . Vc carrega tanta coisa que parece um muambeiro;
38. ...e o pior: ninguém acredita que é tanto assim
Socialização da Arte de Rua
Profissionais da arte introduzem crianças em projetos sociais, desenvolvendo a idéia de transformar pichadores em street artists.
Apesar do Grafitti ter já referências na Roma antiga, o termo contemporâneo designa a inscrição de mensagens clandestinas, sobretudo nas paredes e no mobiliário urbano, que podem ir de simples monogramas de uma cor até composições mais elaboradas de diferentes matizes.
O grafite é um meio de socialização de crianças de rua com a arte porque, estas crianças já estão costumadas a ver em favelas, em ônibus, em muros e praças, a ‘pixação’ de nomes de gangues, pessoas, protestos políticos e sociais, mas o grafite pode usar os mesmos materiais que a pixação, só que tem algo a mais, grafite também é arte.
ONGs e artistas plásticos se dispuseram a tomar um pouco do tempo em que essas crianças passam na rua e as trouxeram para dentro de projetos sociais que dão um significado aos muros pintados, e trazem mais uma esperança a essas crianças de ter um futuro em que a arte possa trazer algum meio de sustento. ‘Odeio as almas estreitas, sem bálsamo e sem veneno, feitas sem nada de bondade e sem nada de maldade.’A frase do filósofo alemão Friedrich Nietzsche(1844-1900), grafitada na parede da Galeria Central em São Paulo, é um caminho para começar a entender o que acontece dentro desse galpão que fica na divisa de Higienópolis e Santa Cecília, o artista plástico Danilo Blanco e o designer Fernando Zelman oferecem oficinas de marchetaria para crianças carentes há dez anos, com objetivo de gerar trabalho e renda, sonham em fazer o mesmo com o grafite.
Há algum tempo o grafite vem sendo valorizado na sociedade, porque este tipo de arte foi tão marginalizada pela mídia que esconderam de nossos olhos o quão bonito pode ser este trabalho. O grafite é também muito ligado aos movimentos de hip-hop com uma função diferente esses movimentos geralmente escrevem seus nomes em paredes para divulgar seu trabalho, marcar sua existência ou somente para fazer oficinas em geral, o mais importante no grafite é a expressão.
Nesse sentido é uma arte que humaniza o espaço urbano, dando cor e beleza aos muros da cidade. Grafite é também um fator de inclusão social.
Por isso, a Ação Educativa esta impulsionando o Projeto de lei que pede a criação de um dia do Grafiteiro para a cidade de São Paulo. A data deve ser comemorada todos os dias 27 de março, data do falecimento em 1987, de Alex Valluari, pioneiro do grafite no Brasil
