É hora de entrar em contato com as coisas que nós costumamos sonhar...
Eu vou tomar um trem em technicolor...
Pela janela, as coisas boas da Terra passarão, movendo-se lentamente ...

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Fico Puto

Não deve ter sido à toa que acordei com certos pensamentos esta manhã...

Voltando a falar de arquitetura:

Como ser imparcial à um contexto que denigre a imagem de algo tão belo e profundo quanto a arquitetura?

se pararmos para pensar, no momento em que compactuamos com o crescimento desregrado de formas padrão estamos sendo ingênuamente iludidos por um sistema que permite que você cresça de uma maneira na qual você acredita que está sendo o mais único de um todo... e é justamente isso que acaba não fazendo sentido. Olhando a nossa volta, facil e obviamente percebemos nosso entorno, porque mesmo que você não saiba nada de nada, uma imagem você consegue ter: aquela que te dizem que é. (e você acredita... e o pior, sai por aí repassando)

A minha fraca batalha é pela venustas (ja foi título de um post)...

O grito fica preso, o choro por vezes engasgado...
A tolerancia fica maltratando enquanto os 'bon vivant' curtem suas villas!!!!!

ISSO NÃO EXISTE MAIS! ACEEEITEM!

Não consigo desenvolver outro sentimento à respeito a não ser uma frágil pena, um atordoador enfado e o que mais atormenta as mãos limpas de sangue.

no fim resta questionar.

Se o arquiteto trabalha no campo denominado arte, como denominar arquitetura?

As bases são as mesmas e os mesmos são impasses, posto que desfrutamos de obras criadas por nós, comparando arquitetura sendo o que ela é, com arquitetura sendo o que se faz passar por ela, podemos ter parâmetros para questionar?

As coisas intrínsecas que devastam os paralelos que pode-se chamar de trança são supérfluas a quem desinteressar possa? Arquitetura como arte? Arte como arquitetura? Eu como arte? Arte me come? Arquitetura come? Como assim? Assim como seria?

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