É hora de entrar em contato com as coisas que nós costumamos sonhar...
Eu vou tomar um trem em technicolor...
Pela janela, as coisas boas da Terra passarão, movendo-se lentamente ...

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Teoria dos Cadarços


Como diria Mahatma Gandhi..."Se eu pudesse deixar algum presente à você... deixaria aceso o sentimento de amar a vida dos seres humanos"...

Essa semana tive mais uma grande lição, que acentua ainda mais a minha reforma de pensamento em relação às pessoas.

Acreditem se quiserem, veio de um tope de all star...

estava eu ensinando ao filho de uma amiga minha como se amarra um cadarço... para crianças naturalmente é comum que se faça a alusão às orelhinhas de coelho... faz uma depois outra e depois entrelaça as duas... eis que por sua vez ela comenta: 'ainda hoje vi você amarrando seus calçados...como é estranho... [entra aqui, passa ali, entrelaça acolá (posto que era a idéia tola que eu tinha de que era comum que qualquer um faria da mesma forma)].

certo meu povo! eu faço um nó incrivelmente estranho....

essa situação me deixou refletindo... até nisso as pessoas são diferentes.... e cada uma é segura na sua maneira de fazer... e por que julgar modos tão diversos de ser?

(É claro que mantenho minha posição ímpar e quase intolerante com certos casos)

em resumo... amarrei um pé de cada jeito [que não eram os meus] e fui correr em volta da quadra. Pés firmes. Corri em uma velocidade segura e com solas que pareciam não ser minhas, mas que ao mesmo tempo me permitiam testar experiências diferentes. Aí mora a delícia de conhecer, experimentar, e ainda que inseguro do que possa vir a ser, colocar os pés firmes no chão e poder ver que da maneira que escolhemos estabilizar nossos pés, criamos uma nova visão de como as coisas podem ser, ou não.
Os pés estando firmes, permitem que a mente viaje, que ela busque novas idéias e que nesse embalo, possa fundamentar e justificar o que quer que seja, mesmo que tal fundamento seja unicamente seu.

Temos a nossa biblioteca mental, somos criadores e cientistas da nossa escola.
Uma tira de pano me fez pensar em algo que mesmo óbvio talvez tenha tomado um outro rumo, dentro de um ritmo diferente... o ritmo dos meus passos.


busco estar firme neles... mesmo quando caio.




[faz 3 dias qua amarro um sapato de cada jeito, vamos experimentar para ver como é a sensação]

passear em terrenos desconhecidos, as vezes pode ser bom.








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domingo, 12 de setembro de 2010

Tayleran

por Rodolfo Túrmina Mezzomo






Perfil dos estudantes de Arquitetura






1. ...o alarme do relógio te diz a hora de ir dormir;
2. ...você comemora o ESPAÇO e observa seu ANIVERSÁRIO;
3. ...você pensa que é e como é possível criar um ESPAÇO;
4. ... café e coca cola não são guloseimas, mas ferramentas de trabalho;
5. ...você fica surpreso quando vê um novo prédio construído na sua faculdade;
6. ...você dormiu mais que 20 horas sem parar num mesmo fim de semana;
7. ...você dorme em pé em qualquer lugar;
8. ...você conversa e briga com objetos inanimados;
9. ...você ouviu a todos os seus CDs em menos de 48 horas;
10. ...você não é visto em público;
11. ...você descobre os benefícios de ter cabelo curto, ou quase nada de cabelo;
12. ...você usou um cartão inteiro para fotografar uma calçada;
13. ...você carrega consigo seu desodorante;
14. ...você recicla todo o seu lixo fazendo maquetes com ele;
15. ...quando você tenta se comunicar você acaba apenas reclamando e esquecendo o que iria dizer
16. ...você toma café da manhã, almoça e janta em uma mesma refeição;
17. ...você vê os feriados apenas como mais uns dias para colocar seu sono ou trabalhos em dia;
18. ...você tem mais fotografias de prédios do que de pessoas;
19. ...você escova os dentes na faculdade;
20. ...você percebe que curvas francesas não são tão legais assim;
21. ...você pode viver sem contato humano, sem comida ou sem luz do dia, mas se você não consegue plotar é um CAOS!!
22. ...quando alguém te mostra fotos de viagens você pergunta qual é a escala humana;
23 ...você sabe mexer no AUTOCAD, PHOTOSHOP, ARQUI3D, mas não sabe mexer no EXCEL;
24. ...você se refere a grandes arquitetos (vivos ou mortos) pelos seus primeiros nomes ( Mies, Frank, Norman, Richard,) como se vocês fossem íntimos;
25. ...você compra revistas de 50 reais que você nem tem tempo de ler;
26. ...seus pais acham que você é estupidamente vagal por
você sempre ter que passar noites em claro para entregar um trabalho;
27. ...briga quando dizem que "todo arquiteto é viado e toda arquiteta é patricinha";
28. ...briga quando dizem "pra que arquitetos se já existem os engenheiros?";
29. ...briga quando o professor não entende o que você quis fazer no projeto;
30. ...quando vai dormir precisa tirar de cima da cama todos os esquadros, escalímetros, papéis, madeira balsa, isopor, colas, revistas, canetinhas, durex, etc.
31. ...seus amigos vão em uma festa e você não pode ir porque tem coisas a fazer;
32. ...você ouve de algum parente ou amigo: "quebra esse galho aí, é só um desenho...";
33. ...seus amigos sentem falta de você por perto porque você sempre tem coisas a fazer;
34. ...você amassa seus papéis manteiga, joga longe e grita. Depois de passada a crise, você levanta, cata os papéis, alisa bem e volta a trabalhar neles;
35. ...Você não tem mais vergonha de babar durante as aulas,especialmente nas de Sistemas Estruturais;
36. ... Você se sente ofendido quando alguém te oferece uma caneta bic;
36. ... Você leva seu namorado(a) em uma construção;
37. . Vc carrega tanta coisa que parece um muambeiro;

38. ...e o pior: ninguém acredita que é tanto assim

Socialização da Arte de Rua

co-escrito por Caroline da Costa Marques

Profissionais da arte introduzem crianças em projetos sociais, desenvolvendo a idéia de transformar pichadores em street artists.


Apesar do Grafitti ter já referências na Roma antiga, o termo contemporâneo designa a inscrição de mensagens clandestinas, sobretudo nas paredes e no mobiliário urbano, que podem ir de simples monogramas de uma cor até composições mais elaboradas de diferentes matizes.

O grafite é um meio de socialização de crianças de rua com a arte porque, estas crianças já estão costumadas a ver em favelas, em ônibus, em muros e praças, a ‘pixação’ de nomes de gangues, pessoas, protestos políticos e sociais, mas o grafite pode usar os mesmos materiais que a pixação, só que tem algo a mais, grafite também é arte.

ONGs e artistas plásticos se dispuseram a tomar um pouco do tempo em que essas crianças passam na rua e as trouxeram para dentro de projetos sociais que dão um significado aos muros pintados, e trazem mais uma esperança a essas crianças de ter um futuro em que a arte possa trazer algum meio de sustento. ‘Odeio as almas estreitas, sem bálsamo e sem veneno, feitas sem nada de bondade e sem nada de maldade.’A frase do filósofo alemão Friedrich Nietzsche(1844-1900), grafitada na parede da Galeria Central em São Paulo, é um caminho para começar a entender o que acontece dentro desse galpão que fica na divisa de Higienópolis e Santa Cecília, o artista plástico Danilo Blanco e o designer Fernando Zelman oferecem oficinas de marchetaria para crianças carentes há dez anos, com objetivo de gerar trabalho e renda, sonham em fazer o mesmo com o grafite.

Há algum tempo o grafite vem sendo valorizado na sociedade, porque este tipo de arte foi tão marginalizada pela mídia que esconderam de nossos olhos o quão bonito pode ser este trabalho. O grafite é também muito ligado aos movimentos de hip-hop com uma função diferente esses movimentos geralmente escrevem seus nomes em paredes para divulgar seu trabalho, marcar sua existência ou somente para fazer oficinas em geral, o mais importante no grafite é a expressão.

Nesse sentido é uma arte que humaniza o espaço urbano, dando cor e beleza aos muros da cidade. Grafite é também um fator de inclusão social.

Por isso, a Ação Educativa esta impulsionando o Projeto de lei que pede a criação de um dia do Grafiteiro para a cidade de São Paulo. A data deve ser comemorada todos os dias 27 de março, data do falecimento em 1987, de Alex Valluari, pioneiro do grafite no Brasil

Etnocentrismo

"Encontrei este texto que escrevi ainda quando fazia artes, lembrei do por que aprender a compreender as pessoas... tenho me expressado mal ultimamente... espero que compreendam."

Etnocentrismo é a concepção de vida e de mundo, que obtemos através da nossa cultura e das nossas vivências, centralizando o conhecimento adquirido para avaliar os demais, a partir dos nossos valores.

A centralização do Etnocentrismo pode ser vista como uma maneira de querermos saber as razões pelas quais tantos pensamentos distorcem a imagem daqueles que são diferentes de nós.

A diferença criada devido ao choque cultural, separa a sociedade em dois grupos, o Grupo do Eu e o Grupo do Outro. O Grupo do Eu, o “nosso” grupo, é aquele q tem hábitos, crenças, problemas parecidos, e que em virtude disso acredita ter a razão sobre todas as coisas. O Grupo do Outro, acaba como sendo o errado, o absurdo, o anormal.

Inevitável e infelizmente, nossa visão sobre os demais grupos tende muitas vezes a ser etnocêntrica, pois rotulamos e estereotipamos as pessoas, pelo que elas parecem ser e, baseamo–nos nessas imagens para administrar o confronto com a diferença, transformando-a em um “falso juízo” de valores, que pode se transformar em preconceito.

O contraponto ao Etnocentrismo, é a relativização, que ao contrário da rotulação, visa compreender os valores e as visões do “outro”, é não transformar a diferença em graus de superioridade, mas sim dimensiona-la como riqueza justamente por ser diferença.

Leitura - Arte

Qual o tamanho da ignorância das pessoas? Teremos nós como medi-la? Quem sabe se perguntarmos a quantidade de livros que elas lêem por ano... com certeza a resposta seria espantosa. Talvez ignorância não seja a palavra ideal, é radical demais, diria então falta de cultura, tudo bem que a leitura não é a única saída, todavia além de prazerosa, estimuladora e criativa, é também a mais indicada para que possamos alimentar a nossa inteligência e eliminar nossas dúvidas.

O ato de ler deve ser cultivado, porém, para isso precisa ser iniciado. O hábito de ler deve vir diretamente da infância, só assim poderíamos criar pessoas mais cultas, preparadas e com a capacidade de discernimento necessária para fazer boas escolhas, conseguindo então formar opiniões coerentes e adquirir maiores visões de mundo, abrindo então novas perspectivas e posicionamento crítico diante da realidade em que vivemos. Como diz Martha Medeiros, “O livro tem que ser que nem bola, dominó, bicho de pelúcia: ficar espalhado pelo quarto desde cedo.”

“Ninguém nasce sabendo ler. Aprende-se a ler à medida que se vive... Lê-se para entender o mundo, para viver melhor. Em nossa cultura, quanto mais abrangente a concepção de mundo e de vida, mais intensamente se lê, numa espiral quase sem fim, que pode e deve começar na escola, mas não pode encerrar-se nela.” (Marisa Lajolo)

Deveríamos estar conscientes da importância de lermos periodicamente. Só assim estaríamos capacitados para cumprir as etapas da vida, e para que possamos ter o entendimento de assuntos diversos assim como: economia, política, ciência, português, etc... e diretamente o mundo das artes.

As diversas formas de Arte existentes necessitam de pessoas que as apreciem, no entanto, é preciso que tenhamos um conhecimento mais aprofundado para que consigamos compreender o que o artista quer nos passar através de sua obra.

O Governo Brasileiro têm inúmeros projetos que incentivam a leitura, embora não colocados muito em prática têm funcionado em parte, junto às escolas públicas.

Ainda assim, acredito que o princípio deve ser na infância, em casa, através dos pais e posteriormente na escola, se perpetuando até o fim da vida.