
Como diria Mahatma Gandhi..."Se eu pudesse deixar algum presente à você... deixaria aceso o sentimento de amar a vida dos seres humanos"...
Essa semana tive mais uma grande lição, que acentua ainda mais a minha reforma de pensamento em relação às pessoas.
Acreditem se quiserem, veio de um tope de all star...
estava eu ensinando ao filho de uma amiga minha como se amarra um cadarço... para crianças naturalmente é comum que se faça a alusão às orelhinhas de coelho... faz uma depois outra e depois entrelaça as duas... eis que por sua vez ela comenta: 'ainda hoje vi você amarrando seus calçados...como é estranho... [entra aqui, passa ali, entrelaça acolá (posto que era a idéia tola que eu tinha de que era comum que qualquer um faria da mesma forma)].
certo meu povo! eu faço um nó incrivelmente estranho....
essa situação me deixou refletindo... até nisso as pessoas são diferentes.... e cada uma é segura na sua maneira de fazer... e por que julgar modos tão diversos de ser?
(É claro que mantenho minha posição ímpar e quase intolerante com certos casos)
em resumo... amarrei um pé de cada jeito [que não eram os meus] e fui correr em volta da quadra. Pés firmes. Corri em uma velocidade segura e com solas que pareciam não ser minhas, mas que ao mesmo tempo me permitiam testar experiências diferentes. Aí mora a delícia de conhecer, experimentar, e ainda que inseguro do que possa vir a ser, colocar os pés firmes no chão e poder ver que da maneira que escolhemos estabilizar nossos pés, criamos uma nova visão de como as coisas podem ser, ou não.
Os pés estando firmes, permitem que a mente viaje, que ela busque novas idéias e que nesse embalo, possa fundamentar e justificar o que quer que seja, mesmo que tal fundamento seja unicamente seu.
Temos a nossa biblioteca mental, somos criadores e cientistas da nossa escola.
Uma tira de pano me fez pensar em algo que mesmo óbvio talvez tenha tomado um outro rumo, dentro de um ritmo diferente... o ritmo dos meus passos.
busco estar firme neles... mesmo quando caio.
[faz 3 dias qua amarro um sapato de cada jeito, vamos experimentar para ver como é a sensação]
passear em terrenos desconhecidos, as vezes pode ser bom.



