Você está livre para morrer.
Dentro de mim vc ja esta desconfigurado,
vc se fez assim... ou eu te fiz assim?
Vai! Toma teu rumo.
Come teu fruto
que de mim arrancou o prumo.
Escolhi preencher o vazio
este que você mesmo deixou
quando te destrui.
Mastiguei tua carne
te fiz descomposto
porque o corpo não tem gosto,
só tem o que sorver
alimentei meu ser, abandonei o teu
fome passei não tinha mais como viver
condenado a seguir o teu caminho
Voltei. Fui recolhendo as partes que pisoteei
no regresso demolidor
martirizando a pena
comprimindo meu temor
Vai! segue teu trilho
não olhes para tras
tudo aqui ja esta sem brilho
Por que insistes?
Não basta meu desespero?
Eu, romero triste, ser que desiste
Solto em campo de pedra
Esperando por mãos bandidas
Que me ateiem fogo!
Que me estraçalhem as feridas!
Que atropelem as partidas
Do sangue que te expulsou
E por diante caminhou
Escrevendo no vermelho
Pois tu és prisioneiro
Do peito que não viveu
Do cerne que não cresceu
Pois amor... tu não és meu.
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